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Daniele Alecrin

Povolání
Zájmy
Não tenho medo de viver
...vivo o mais intensamente possível
Não tenho medo de pensar
...minhas opiniões são exóticas
Não tenho medo do que pensam sobre mim
...não vim pra agradar os outros
Não tenho medo de ser chamado de louca
...devo ser uma das normais neste mundo anormal
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Seznamy

Que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

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Alicenapsal:
Oi miga como vc ta??
Nossa hj deu uma saudade do nosso tempo de cologeio
:(
ui vamos marca alguma coisa ?

bjs saudades de ti muitona
12 Srp.

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(¯`¿¸·´¯)Porque metade de mim é amor, e a outra metade também(¯`¿¸·´¯)

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Fotografie 1 z 10
12 října

Falando sobre • • •

 

Citação

• • •
01 de agosto

"Não é quem eu sou por dentro e sim o que eu faço é que me define."

 
 
 
 
 

 

 

Li, ouvi, vi, sei lá, em algum lugar que também não me lembro, algo sobre o inferno como uma eterna fila de espera. Versões alternativas de infernos são até bem populares - porque aqueles foguinhos e caldeirões e espetos já estão muito manjados. Sartre descreveu o inferno certa vez como passar a eternidade numa sala com pessoas extremamente chatas. Já vi um filme em que cada um tinha "o que merecia" dependendo de como foi em vida e então o menino passava a eternidade num jantar com parentes, durante o qual uma tia velha e com dentes amarelos tentava beijá-lo.
Nunca acreditei em vida após a morte, mas já criei até a minha própria versão do inferno. No meu inferno, eu teria aulas de Química Orgânica no sábado à tarde durando mais ou menos para todo o sempre. O elevador da biblioteca da faculdade pararia para um conserto eterno de 10 dias e eu teria que escalar mais milhões degraus para pegar um livro, depois desceria as milhões de escadas, repleta de livros inúteis sobre matérias detestadas. Teria uma semana para fazer um trabalho sobre "os mapas na era digital", pegaria ônibus lotado, cheio de gente exigindo que os estudantes andem pendurados no espelho retrovisor. E durante as eternas aulas de Quimica Organica de sábado à tarde, o professor me mandaria resolver no quadro varios mecanismo de Corey-House,Markovinikov e me pedir todas as nomenclaturas da Iupac.
Parei de culpar Murphy por isso, que nem ele poderia influenciar tanto assim a vida de alguém. Minha vida após a morte mistura clichês de filmes diferentes. Eu morri e não me dei conta, cada um tem o que merece por seus atos quando vivo, inferno é algo personalizado.  

Um pouco mais......

Silêncios Constragedores 

Todo mundo odeia os silêncios constrangedores, afinal de contas, sejam eles à la Chaves - todo mundo se cala e um débil mental continua falando BEM ALTO o que não devia - ou os de elevador. Odiar os silêncios constrangedores é uma das poucas coisas que unem a humanidade. Eu não tenho os números exatos nem nada, mas aposto que a pesquisa "o que é que você mais odeia?" foi a única com a mesma resposta em todos os países do mundo. E adivinhem só qual foi ela.
O estranho é que eu não odeio os silêncios de elevador tanto assim. Não tenho a ambição de fugir à única regra que une a humanidade, claro, mas acho que o silêncio de elevador pode sim ser superado por algo muito mais terrível: o papo de elevador.
Invariavelmente, algum bundão olhará para você, e dirá:

- Tá frio, né? Deve chover...
- Hahaha. Claro que deve, esqueci o guarda-chuva. Tinha que chover.
- Hehehehehe.
E o silêncio e a apreciação da vista são transformados em uma conversa mongol com piadinhas sem graça.  Ninguém olha pro espelho e ao reparar a pele maltrada do seu vizinho "puxa, seus poros parecem meio sujos, hein?" com o tom de poxa-vida-mas-que-coisa empregado em conversas sobre o clima. Nunca vi ninguém se propor a debater "será que se o elevador começar a cair e a gente pular alguns segundos antes do impacto a gente morre do mesmo jeito?".
A saída de falar sobre o futebol só funciona se você for homem e tiver encontrado o porteiro. No elevador é o tempo maluco, o Katrina e a frente fria que conversa chata nunca varia.
Aliás. A frente fria não só prejudica a plantação como também prejudica o convívio social e a apreciação da vista. Mas por favor, vamos falar de outra coisa.

 

 

Citação favorita

Insanidade?
Algumas pessoas pensam que sou louco por seguir minhas idéias diferentes da maioria.
É loucura seguir o que gosta?É loucura se afastar de pessoas que você não gosta?
É loucura parar para pensar se o que irÁ fazer é correto?
É loucura seguir seus ideais?
É loucura dizer a verdade?
É loucura ter sentimentos?
É loucura não ter sede de sangue?
Se você acha que sim parabéns você é mais uma pessoa que esta levando nosso
mundo ao caos completo espero que suma. 

Porque ideias não morrem!
Porque liberdade e expressão são um DIREITO!
Crítico, polêmico, contundente, atual. 

 


 

 

21 srpna

Enquanto o tempo vai, o vento vem*

 

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POR QUE OS CONFLITOS AMOROSOS?

 

Existem vários conceitos que supostamente definem o amor, aqui estou me referindo ao amor passional, o amor de um homem por uma mulher ou ao contrário.

Mas eu ainda acho que, o conceito ou a definição mais elucidativa a respeito desse sentimento sutil e misterioso é a científica, que diz o seguinte: “O amor é uma força incoercível da natureza humana”.

Depois do Doutor Sigmund Freud, muita gente vem confundindo amor com libido, que, segundo Freud, a libido seria a fonte de energia em potencial e latente do sexo.

Mas segundo o Doutor Carl Gustav Jung, ele entendia que essa força não era exclusiva do sexo, porque a libido seria a fonte de energia incoercível de todos os estados emocionais do ser humano, tais como, ódio, amor, medo, fome, segurança, sobrevivência e facetas do gênio (caráter), tais como, bom, ruim, agressivo, apático, introvertido, extrovertido e outras inclusive as do sexo.

Dizem alguns entendidos no assunto que o amor verdadeiro não acontece do dia para a noite, e nem é a pessoa que seria um bom cônjuge para você, necessariamente, alguém que você considera tremendamente atraente, gostosa e sensual.

Nem todo o monumento em pulcritude seria um protótipo da mulher, que, naturalmente seria amada verdadeiramente.

Outros afirmam a existência do amor à primeira vista e, para tanto, já escreveram romances, filmes, poemas e até novelas.

Agora sou eu que pergunto: Será que esse amor desmesurado, o dito apaixonamento não seria uma memória da alma ou do espírito que vem conosco?

Assim como se fosse uma bagagem histórica, espiritual ou genética de nossas ulteriores existências?

Será que o amor seria um evento nato assim como as vocações?

Não estou querendo questionar o tipo de amor, de onde ele vem como vem e se é, à primeira vista ou a longo prazo, quero sim questionar é a existência dos conflitos amorosos.

Por que os conflitos existem, se estamos tratando de amor?

Se nós estamos tratando e vivendo essa doçura de sentimento, como e porque os conflitos existem e acabam por nos distanciar um do outro e, nos coloca numa extremidade oposta ao amor, o ódio?

Esta crônica da vida que estou pretendendo escrever e, que me é totalmente difícil descrevê-la, eu acho que vou simplesmente ficar com as argumentações, para não tergiversar sobre esse assunto metafisicamente indigesto.

Se duas pessoas se amam, eu não vejo o porquê e nem de onde nascem os conflitos, mas também entendo que o ser humano é um feixe complicado de emoções que, na maioria das vezes é mal resolvido ou administrado, na sua particular e complicada economia da psique.

O que eu tenho observado é o seguinte: As pessoas ou os casais realmente se amam, mas infelizmente, elas não conseguem se livrar do fardo pesado que com razão ou inconscientemente, acumularam no passado.

Talvez seja aqui e é bem provável que nós nos defrontamos, com os espinhos que ferem e provocam os chamados conflitos existenciais e amorosos.

Seria muito bom que as pessoas dessem um tempo e observassem as surpresas do amor e do desejo, tais como, a traição, os abandonos, as perdas, as separações e reconciliações, assim como também as pequenas crueldades do cotidiano que acabam nos ferindo com os espinhos emocionais.

MAIS PLATÃO, MENOS PROZAC - seria muito bom se as pessoas lessem esse trabalho de Lou Marinoff.

Diz Marinoff o seguinte:

Ter problemas é normal, as desordens emocionais não são necessariamente doenças.

As pessoas procuram gerir um mundo cada vez mais complexo e não precisam ser rotuladas como doentes.

Pois na realidade, elas apenas estão a percorrer um caminho respeitável em direção a uma vida mais digna de ser vivida.

Aconselha Marinoff que, praticar filosofia significa explorar o seu universo interior.

Você é a pessoa mais qualificada para empreender essa viagem de auto-descoberta.

Destacando ainda que cada um de nós possui, a resposta para os problemas que enfrenta, basta que para isso desperte a filosofia pessoal.

Ironiza ainda Marinoff que se seguíssemos os sábios conselhos dos grandes filósofos de sempre, certamente que conseguiríamos ver as nossas frustrações, perdas e dilemas pessoais sob uma perspectiva filosófica.

Ele propõe que se retire a filosofia dos currículos e dos debates acadêmicos, e leve-a para o dia a dia de todos os cidadãos.

O aconselhamento filosófico deve substituir as terapias convencionais, porque elas não passam de farmacologia neural.

E, com esse comportamento, o mundo seria muito melhor.

Por conseguinte e possivelmente, a indústria de antidepressivos estaria em vias de enfrentar uma grande crise econômica e financeira. 

 
Eráclito Alírio
Publicado no Recanto das Letras em 20/08/2007
 
 
 
 
Rainha do Mar

Tchelo

Composição: Marcelo(Tchelo)
Certa vez alguem me disse
que a felicidade ta no coração,
ta nas coisas simples
no forte abraço, no aperto de mão,
um brilho de um olhar
uma palavra certa q você me da,
pode estar no infinito,
e as vezes nem sabemos onde ela está,
por isso eu vou pro mar,
é noite de lua cheia eu vou viajar,
não quero nem pensar
apenas vou deixar o barco me levar,
pra algum lugar
onde teu sorriso eu possa encontrar
e me entregar
a minha sereia rainha do mar

Refrão:
Iemanja,
a minha sereia rainha do mar.


Certa vez alguem me disse
que a felicidade ta no coração,
ta nas coisas simples
no forte abraço, no aperto de mão,
um brilho de um olhar
uma palavra certa q você me da,
pode estar no infinito,
e as vezes nem sabemos onde ela está,
por isso eu vou pro mar,
é noite de lua cheia eu vou navegar,
não quero nem pensar
apenas vou deixar o barco me levar,
pra algum lugar
onde teu sorriso eu possa encontrar
e me entregar
a minha sereia rainha do mar

Refrão:
Iemanja,
a minha sereia rainha do mar.
 
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06 srpna

• • Reflexões do Absurdo • •

 
 
 
 
 
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Queria diluir os momentos felizes em doses homeopáticas, assim garantiria a tão sonhada felicidade eterna... As vezes me pego pensando em absurdos como esse movida por um desejo irracional hedonista. Talvez esse seja o desejo natural do ser humano, talvez eu não seja tão estranha e diferente como penso.


Me assombra tudo que foge ao meu controle, como boa virginiana que sou. Adoraria fazer omelete sem quebrar os ovos, mas não posso. Logo percebo que os momentos difíceis vêm, mas passam. Tenho certeza. Sigo numa busca alucinante para que tudo se encaixe, milimetricamente, numa ergonomia descomunal.


Alguém conforta e diz: "vai passar, tenha calma". Calma, eu? Parece piada. A mulher mais ansiosa que conheço sou eu mesma, oras. Se tarda, perco a pouca paciência que tenho. Mas logo vem a senhora sensatez me avisar que "já deu". Cato os cacos de impaciência e monto o quebra-cabeça, nele está escrito A PACIÊNCIA É UMA VIRTUDE. Ué, quem disse que sou virtuosa??? Há quem diga que isso é um charme, vai saber...
 
 
ESTADO ALQUÍMICO
 

Historiadora das minhas próprias sensações. É o que eu me sinto fazendo aqui. Aqui e em cadernos de notas sobre o meu umbigo. Sensações que tive e sensações que imaginei ter tido. Química de sensações no seu estado alquímico. No meu. Tem gente que escreve o que sente porque acredita que isso diminui a febre.

Será que só se dá importância ao que tem um custo? Vai saber. Café tem grande importância no meu dia. E tem custo. Hum, um café bem quente e eu me perco em pensamentos. Se tiver livro aberto nas mãos é mergulho.

As pessoas falam mal da rotina. Eu adoro a rotina com você. E a nossa rotina de fugir da rotina. E qualquer fatia de cotidianidade contigo é bem-estar. Você, pessoa deliciosa que me atrai que me alegra absurdamente o coração. Ter-te em meus braços é te abraçar inteira. Abraçar teu sorriso, teu jeitinho de falar, teu olhar, teu sexo, tuas reticências. Sinto absoluta vontade de te tocar, de te sentir ao meu lado, de me sentir sob tua proteção. Você protegido por mim. Nosso pequeno mundo tranquilo aparece sedutor. Das conversas na cama, conversas ao telefone, até pela simples lâmpada na cabeceira. Carinho ministrado a cada dia, mesmo com a vontade de te esganar aparacendo em períodos curtos.

Caminho pela vida como se voasse. Você comigo e um mundo insuspeitado.

Esse amor é uma espécie de eternidade.

 

 

 

 

01 srpna

"Não é quem eu sou por dentro e sim o que eu faço é que me define."

 
 
 
 
 

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 Meu lado mulher
(Frei Betto)


Meu lado mulher incomoda-se de receber homenagens num dia do ano (8 de março), enquanto meu lado homem se farta com 364 dias.

Talvez se faça necessária esta efeméride, dor recente de uma cicatriz antiga. Porque vive-se numa sociedade machista: matrimônio - o cuidado do lar; patrimônio - o domínio dos bens.

O marido possui a casa, o carro e a mulher, que incorpora ao nome o da família dele. A casa, ele exige que se limpe todo dia. O carro, envia à oficina ao menor defeito. À mulher, ser multifacetado, cabe o dever de cuidar da casa, dos filhos, das compras e do bom humor do marido, que nem sempre se lembra de cuidar dela. Meu lado mulher nunca viu o marido gritar com o carro, ameaçá-lo ou
agredi-lo.

Nem sempre, entretanto, ela é tratada com tanto respeito. Na Igreja católica, os homens têm acesso aos sete sacramentos. Podem até ser ordenados padres e, mais tarde, obter dispensa do ministério e contrair matrimônio. As mulheres, consideradas pela teologia vaticana um ser naturalmente inferior, só têm acesso a seis sacramentos. Não podem receber a ordenação sacerdotal, embora tenham merecido de Jesus o útero que o gerou; o seguimento de Joana, de Susana e da mãe dos filhos de Zebedeu; a defesa da mulher adúltera; o perdão à samaritana; a amizade de Madalena, primeira testemunha de sua ressurreição.

Meu lado mulher tem pavor da violência doméstica; do pai que assedia a filha, jogando-a nas garras da prostituição; do patrão que exige préstimos sexuais da funcionária; do marido que ergue a mão para profanar o ser que deu à luz seus filhos. Diante da TV ou de uma banca de revistas, meu lado mulher estremece: 'Cala a boca, Magda!' Ela é a burra, a imbecil que rebola no fundo do palco, mergulha na banheira do Gugu, expõe-se na casa do brother, associa-se à publicidade de cervejas e carros, como um adereço a mais de consumo.

Meu lado mulher tenta resistir ao implacável jogo da deconstrução do feminino: tortura do corpo em academias de ginástica; anorexia para manter-se esbelta; vergonha das gorduras, das rugas e da velhice; entrega ao bisturi que amolda a carne segundo o gosto da clientela do açougue virtual; o silicone a estufar protuberâncias. E manter a boca fechada, até que haja no mercado um chip transmissor automático de cultura e inteligência, a ser enxertado no cérebro. E engolir antidepressivos para tentar encobrir o buraco no espírito, vazio de sentido, ideais e utopia.

Meu lado mulher esforça-se por livrar-se do modelo emancipatório que adota, como paradigma, meu lado homem. Serei ela se ousar não querer ser como ele. Sereia em mares nunca dantes navegados, rumo ao continente feminino, onde as relações de gênero serão de alteridade, porque o diferente não se fará divergente. Aquilo que é, só alcançará plenitude em interação com o seu contrário. Como ocorre em todo verdadeiro amor.

***

(Frei Betto - O frade dominicano e escritor, Carlos Alberto Libânio Christo nasceu em 1945, em Belo Horizonte (MG). Colabora com vários jornais e revistas do Brasil e do exterior. Tem proferido conferências e ministrado cursos pastorais em diversos países da América Latina, da Europa e da Ásia. Com obras editadas em vários países, Frei Betto é autor de mais de 40 livros.)
 

 

"50% do que se fala brincando é verdade. Porque falar brincando é uma maneira gentil de dizer a verdade sem ofender a outra pessoa..."
[Filme - Tudo para ficar com ele]


Um verdadeiro amigo é alguém que te conhece tal como és, compreende onde tens estado, acompanha-te em teus lucros e teus fracassos, celebra tuas alegrias, compartilha tua dor e jamais te julga por teus erros.

Frases p/ uma pessoa que de vez em quando, que de vez  em quando "rouba"  carinhosamente !


 

 

 

 

30 července

• Grandes e pequenas mulheres •

 

 


                                                                                                                                                                                     Grandes e pequenas mulheres


 

Há mulheres de todos os gêneros.
              Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas,sensacionais.Mulheres de origens diversas, de idades várias,
mulheres de posses ou de grana curta.
Mulheres de tudo quanto é jeito.
Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito:
se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher.
Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também.
Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara,
que não fica telefonando pro escritório toda hora,
que tem a profissão dela,
que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas
 e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas,
a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião,
a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir,
a que não perturba com questões menores,
 a que incentiva o marido a procurar os amigos,
a que separa matérias de revista que possam interessá-lo,
a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele,
a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção,
a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite,
a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos
 e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher,
então vale o inverso também:
por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada

Martha Medeiros  


 

Para que Ninguém a Quisesse...

 

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher,

 mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar.

Apesar disso, sua beleza chamava a atenção,

e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes,

jogasse fora os sapatos de saltos altos.

Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias.

E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela,

pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes,

homem nenhum se interessava por ela.

Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela,

permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos,

mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias.

Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda.

À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas,

 nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom.

E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

 

[ Marina Colasanti ]